segunda-feira, 21 de setembro de 2026

VM no meu Mint!

Há algum tempo, decidi instalar uma máquina virtual no meu Linux Mint, a famosa VM. Queria testar outros sistemas sem a necessidade de formatar o meu computador e sem todo aquele trabalho: montar pendrive, colocar ISO, formatar o computador, configurar e assim vai.

Já fiz muito isso até encontrar uma distro que gostasse. Além disso, também queria ficar por dentro das novidades de algumas distribuições Linux que acompanho e gosto muito.

A minha primeira decisão foi: repositório ou Flatpak?

Aqui muitos provavelmente iriam de Flatpak, pela instalação fácil e por oferecer uma versão mais recente. Mas eu decidi ir pelos repositórios do Mint kkkkk.

Pensei: vou instalar e usar. Sempre vi tutoriais e me parecia bem fácil instalar uma máquina virtual. Conheço alguns programas da minha época de Windows, mas aqui escolhi o GNOME Boxes, por combinar mais com o ecossistema do Mint, todo baseado em GTK.

O Mint, por ser uma distribuição de longo suporte, disponibiliza uma versão mais antiga do Boxes. Para se ter uma ideia, na época em que estou escrevendo este post, o Boxes já se encontra na versão 50, enquanto o meu Mint disponibiliza a versão 46.

Instalei a versão do repositório e fui para os testes. E cadê que o Boxes funcionava? Não criava a máquina virtual, não encontrava o que precisava e quase não tinha opções de configuração. Até os links para baixar algumas distribuições eram de versões antigas.

Foi quando, conversando com o ChatGPT, ele me deu algumas ideias bem legais. Uma delas foi instalar as máquinas virtuais em um disco separado. Assim, caso acontecesse alguma coisa com o meu sistema, eu não perderia as máquinas virtuais junto com a instalação do Mint.

Como eu não estava conseguindo instalar e configurar tudo apenas pelo Boxes, a ideia foi usar também o libvirt e o virt-install, ferramentas que trabalham por trás da virtualização. Foi através delas que conseguimos preparar o ambiente e criar a minha primeira VM.

Como VM, escolhi o Debian, o famoso pai de todos, e a interface XFCE, que sempre tive vontade de testar.

E não é que rodou muito bem? O Debian com XFCE quase não ocupou recursos da minha máquina e a instalação foi bem tranquila depois que o ambiente de virtualização estava configurado.

Agora tenho uma VM em um disco separado, onde também pretendo colocar minhas outras máquinas virtuais. Tudo isso usando a versão do próprio repositório do Mint, com algumas configurações extras para deixar tudo do jeito que eu queria.

No fim, descobri que instalar uma máquina virtual não era exatamente aquele “instala e usa” que eu imaginava. Mas depois de entender como as peças funcionavam, consegui deixar o meu ambiente de virtualização exatamente como queria.

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